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domingo, 5 de outubro de 2008

História da Animação - Parte II



Persistência Retiniana


É muito comum nas aulas de ciências uma experiência onde se coloca num lado do papel uma gaiola vazia e do outro um pássaro. Ao girarmos rapidamente vemos o pássaro dentro da gaiola. Ou mesmo quando desenhamos algumas bobagens no rodapé das páginas de um livro chato em sala de aula e depois folheamos ele rapidamente, observando o movimento criado pela sequência desses desenhos.


Mas o que tem isso a ver com a História da Animação?

Simples: é que esta sensação de movimento que vemos se deve a um fenômeno chamado persistência da visão, persistência retiniana ou retenção retiniana, que designa a ilusão provocada quando um objeto visto pelo olho humano persiste na retina por uma fração de segundo após a sua percepção. Assim, imagens projetadas a num determinado ritmo associam-se na retina sem interrupção. Segundo essa teoria, ao captar uma imagem, o olho humano levaria uma fração de tempo para "esquecê-la". Assim, quando os fotogramas (ou quadros) de um filme de cinema são projetados na tela, o olho misturaria os fotogramas anteriores com os seguintes, provocando a ilusão de movimento: um objeto colocado à esquerda num fotograma, aparecendo à direita no fotograma seguinte, criando a ilusão de que o objeto se movimenta.

Isso, é claro, é uma explicação muito simples do processo de um assunto um pouco polêmico, mas não precisamos nos aprofundarmos tanto.

Até o próximo post da História da Animação. Um abraço animado!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

História da Animação - Parte I



A História da Animação se mistura um pouco com a necessidade de expressão através da arte pela humanidade. Desde 12.000 a.C. vemos pinturas rupestres das grutas de Altamira, na Espanha, com imagens consideradas os primórdios do cinema, por já apresentarem um caráter narrativo.

Em 6.000/1.500 a.C., os Egípcios e babilônios já observavam a decomposição do movimento. Os baixos relevos assírios já apresentavam uma tentativa de se organizar fragmentos distintos consecutivos de um mesmo acontecimento em um mesmo espaço, ou seja, já se buscava uma narrativa linear.

Projeções primitivas de figuras sobre fundo negro já eram realizadas pelos antigos chineses.

Já na Idade Média - Em painéis medievais ocorre uma fragmentação e organização cronológica dos acontecimentos.

No século II - O astrônomo, geógrafo e matemático grego Cláudio Ptolomeu observou e estudou a persistência das impressões visuais na retina. E no século XI - El-Hazem - chega a estudar o tempo da persistência das impressões visuais na retina - a tão famosa Persistência Retiniana - que é a base do principio da Animação, assunto que irei falar na próxima postagem do assunto. (continua ...)